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Projeto: Benchmarking de desempenho energético em edifícios públicos

Levando-se em conta o crescimento do setor energético inerente ao processo de desenvolvimento nacional e o fato de o setor de edificações responder atualmente por mais de 40% do total da eletricidade consumida no Brasil, viu-se que a promoção da eficiência energética em edificações é uma estratégia de relevância cada vez maior para a mitigação da mudança global do clima.

Com a iniciativa de “Fomentar melhores práticas de uso dos recursos energéticos junto à sociedade”, o Ministério executa o projeto “Transformação do mercado de eficiência energética no Brasil”, apelidado de Projeto 3E.

Assim, o Projeto 3E tem como objetivo influenciar e desenvolver o mercado de eficiência energética em edificações comerciais e públicas, visando contribuir com a economia de até 106,7 TWh de eletricidade nos próximos 20 anos e com a redução de emissões de gases de efeito estufa em até 3 milhões de toneladas de dióxido de carbono (tCO2). Para isso, considera-se o fator médio de emissão do setor energético de 0,55 tCO2/MWh que foi contabilizado pelo método do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) em 2013.

Os componentes necessários ao desenvolvimento do mercado de eficiência energética no Brasil considerados pelo projeto são: 

  • A capacitação e sensibilização;
  • A promoção de eficiência energética em prédios públicos; 
  • O mecanismo de garantia para financiamento de projetos de eficiência energética

O município de Penápolis participa do Projeto 3E do PNUD (Penápolis foi escolhido juntamente com outros 20 prédios públicos do Brasil para ser um piloto) como projeto piloto de monitoramento do consumo de energia elétrica. Para tanto foi instalado um medidor no quadro de força da sede administrativa do DAEP para mensurar em tempo real o consumo de energia elétrica. 

O diagnóstico energético do Departamento Autônomo de Água e Esgoto de Penápolis se insere dentro de um contexto mais amplo, como parte do Projeto 3E - Eficiência Energética em Edificações, no qual o objetivo é identificar e entender o padrão de consumo energético das edificações públicas e o quanto o investimento em eficiência energética poderia contribuir para redução das emissões de gases de efeito estufa pelo setor.

Em 2016 foi feito uma auditoria interna no prédio administrativo do Departamento Autônomo de Água e Esgoto de Penápolis - DAEP para avaliar as condições elétricas instaladas e fazer um diagnostico. O diagnóstico de consumo do edifício seguiu as seguintes etapas: (1) Levantamento Preliminar de Dados, (2) Análise dos dados de 2 medidores de energia instalados, em um período de pelo menos uma semana, (3) Visita Técnica com base no nível 1 e 2 da ASHRAE, (4) Avaliação do consumo por uso final pela metodologia TM22 da CIBSE e (5) Estimativa de custo-benefício de MEEs com tempo de retorno (payback simples).

No inicio de 2017 o Relatório foi entregue e foi possível elucidar brevemente algumas informações importantes, sendo a primeira delas o consumo anual de energia elétrica de 1.002.510 kWh/ano, sendo esse o consumo total da Sede, que compreende a Estação de Tratamento de Água (ETA) e o Escritório. O consumo do escritório (onde foi realizada a auditoria), de acordo com estimativas, é de 9% do consumo total. Os principais contribuintes para esse consumo são os sistemas Ar Condicionado e Ventilação com 56% e Data centers com 16%. Neste diagnostico realizado estão propostas 11 medidas de eficiência energética que têm por objetivo melhorar o desempenho energético do edifício em questão. Sendo que, de toda economia que se pode obter com a implementação das MEEs propostas, de 0,5% a 1% podem ser obtidas por meio de medidas de zero ou baixo custo de implementação (até R$1000).

O diagnostico na integra encontra-se disponível no site em banco de dados ambientais.

 

Espaço Árvore

O que é o Espaço Árvore? Em que consiste? 

É simples trata-se de uma técnica que deixa no entorno das árvores um novo parcelamento de solo, garantindo de forma perene o seu crescimento e desenvolvimento, possibilitando com isso, que ela possa atingir seu clímax. Este espaço denominado de “Espaço Arvore” torna-se intocável onde apenas pode ser usado para plantio de arvores urbanas, sendo proibido tampa-lo com cimento ou outro método.

E vai além. No que tange às árvores já plantadas em calçadas de ruas e avenidas, Penápolis irá na medida do possível, “libertar” as árvores do concreto em torno delas.

O Espaço Árvore deverá ter seu perímetro e sua área proporcional à metragem do passeio compreendendo a largura do espaço árvore 40% e o comprimento, o dobro de sua largura, respeitando sempre a acessibilidade ou passagem mínima de 1,20 m para o pedestre.

O Espaço Árvore também deverá ser exigido quando da solicitação de aprovação de um novo empreendimento. Nesses casos, o espaço deverá ter dimensões no mínimo de 2,5m. 

As vantagens do Espaço Árvore são muitas. Entre outras o aumento da infiltração da água no solo; retenção de resíduos e infiltração da água da chuva no solo; aumento da fixação da base da árvore; reabastecimento do lençol freático e do embelezamento da cidade.

 

 

As  calçadas  dos  novos  loteamentos,  devem ter no mínimo 2,5 metros de largura, e o espaço arvore deve ter largura L = 40% (quarenta por cento) da largura da calçada e o seu cumprimento C = 2xL (o dobro da largura).
 
Exemplos de aplicação de espaço arvore:
- Considerando uma calçada de 2,5 m de largura, 2,5 x 40% = 1m de largura e o comprimento do espaço deverá ter no mínimo (largura de 1 m) x 2 = 2m de comprimento.
- Considerando uma calçada de 2,5 m de largura, 2,0 x 40% = 0,80m de largura e o comprimento do espaço deverá ter no mínimo (largura 0,80m) x 2 = 1,60m de comprimento.
- Em calçadas abaixo de 2m de largura o espaço arvore deve ocupar o leito carroçavel.